Estou cansada. Tão cansada, que nem sei como tenho forças de mexer meus dedos no teclado.
Meu corpo está pedindo arrego. Minha cabeça, quer uma penseira, digna de Dumbledore, para apaziguar a coisa aqui, que ande se chocando feito átomos em ebulição. Parém! Parém a Terra que eu quero descer!!!!
Às vezes, uma atitude tão bestinha nos coloca lá no chão, enfiadas em um buraco. Às vezes, pessoas por quem não davamos o mínimo crédito, se esforçam muito para nos tirar de lá, e outras por quem daríamos tudo, passam pelo buraco em que estamos enfiados, pisando sobre nossas cabeças para não cair também. É! nunca sabemos quem realmente são as pessoas, começando por nós mesmos. Qual o seu limite? O que diz seu âmago, sinceramente? Será que você é este ser que vê refletido no espelho, ou nesses momentos faz poses demais? Inventa um personagem mais interessante?
Tudo que achava sólido, está se desmoronando. O concreto era de péssima categoria, provavelmente fornecido por um tal Sérgio Naya. As emoções à flor da pele, mandam que eu me cale. Acho melhor mesmo.
Atitudes custam tempo para serem maturadas, decididas, fortalecidas. Preciso colocar ordem na casa. Depois eu comento minhas trelouquices.
Beijos, meus amigos.
Escrito por Lica Moura às 22h17
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Ai, ai! Passou, passou.
Hoje já estou recuperada, do meu momento esquisito ali de baixo. Ufa! Sai pra lá urucubaca, mandinga, baixo astral, bode, tranca rua, ou seja lá o que me deixa à flor da pele. Xô que este corpitcho não te pertence. Odeio ficar pra baixo. Gosto de alegria, de brincar, rir muito, de mim principalmente. Às vezes, acredito ser minha maior carrasca, rs. Eu não deixo passar nenhuma besteira confeccionada por minha cabecinha, rs. Eu mesma me ataco.
E lá no Fórum, está o maior clima. A Juíza precisa de um escrevente para a sala, pois o Bruninho que trabalhava lá, foi convidado para assessorar um desembargador. O detalhe, é que ela não queria qualquer um, ela queria euzinha aqui. Vixi! Vê se pode, eu, maloqueira, malacabada, jeans, tênis e camisetinha, cabelos desgrenhados, rindo, falando alto, na sala da Juíza? Não ia rolar né? Mas a danada não aceitava outros nomes, e eu não queria (viu, isso é que dá trabalhar bem, ser responsável e comprometida). Aí eu fiz um drama tããããão grande com minha diretora, que resolveram me liberar. Claro que tive que aprender tudo, junto da outra escrevente que foi designada (ainda desconfio que estão me enrolando), mas, pelo menos por enquanto, estou salvinha. E EU SEI PORQUE ISSO ACONTECEU. Quando eu estava mudando de posto de serviço, eu rezava todos os dias para a juíza gostar muuuuuito de mim (isso é sério, viu?). Eu passava na Federação Espírita e deixava nossos nominhos na caixinha de vibrações. Eu mentalizava todos os dias eu enchendo o ambiente de luz. Viu só o que deu? Ela gostou mais de mim do que deveria, rs. Mas, porém, contudo, entretanto, todavia, eu prefiro minha parte em dinheiro, e momentaneamente, o cartório é muito melhor.
Agora vou lá! O cachorrão espera seu papazinho noturno, ou melhor, papazão, pois um cão que come 3 xícaras de ração por refeição (ele come três vezes ao dia), não recebe papazinho. E depois ele ainda vai querer brincar, pois esta semana está ficando só o dia todo. Ai, ai, brincar com São Bernardo não é mole não, ainda mais com um que tem o cérebro de um poodle toy, mas na realizade pesa 80Kg, rs. Chega a ser ridículo. Imagine a cena: eu sentada no chão, ele querendo subir em meu colo, mas não percebe que não cabe mais, então fica o tempo todo dando primeira e ré, primeira e ré, primeira e ré, e subindo e descendo com as patas da frente e as de trás, rs. Um fofo.
Por hoje é só pepepepepepessoal.
Escrito por Lica Moura às 20h19
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Às vezes, causamos tantos sofrimentos, sem nem pensar nas pessoas. Julgamos os próximos, como se imaculados fôssemos. Todas as pessoas tem os mesmos direitos que eu, quanto aos sentimentos e pensamentos. Se eu acho fulano um chato, quem dirá que eu não seja intragável para ele? Se, para mim, tal pessoa é tediosa e lhe falta brilho, eu posso, para ela, causar ânsias. Não sou perfeita - quem dera ser pelo menos certinha - não posso exigir que as pessoas o sejam.
Hoje estou assim. Entediada. E sei que ninguém, além de mim, tem obrigação de mudar minha situação cômoda.
O comodismo é que trava.
Escrito por Lica Moura às 20h24
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