Se não for comédia... É tragédia!!!


"O dia mente a cor da noite
E o diamante a cor dos olhos
Os olhos mentem dia e noite a dor da gente"

Enquanto houver você do outro lado
Aqui do outro eu consigo me orientar
A cena repete a cena se inverte
enchendo a minha alma d'aquilo que outrora eu deixei de acreditar

tua palavra, tua história
tua verdade fazendo escola
e tua ausência fazendo silêncio em todo lugar

metade de mim
agora é assim
de um lado a poesia o verbo a saudade
do outro a luta, a força e a coragem pra chegar no fim
e o fim é belo incerto... depende de como você vê
o novo, o credo, a fé que você deposita em você e só

Só enquanto eu respirar
Vou me lembrar de você"

O Teatro Mágico
Fernando Anitelli


Escrito por Lica Moura às 18h41
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               O porquê de eu gostar tanto de conversar com crianças? Ontem, no arraial do São Paulo, enquanto eu brincava na gangorra com a Ana, Pamela e Roberta, vieram uns menininhos brincar do lado e puxaram assunto:

- Nossa! Você bebe!

- É que eu já sou velhinha, então eu posso beber, se quiser.

- Velhinha? Quantos anos você tem?

- Quantos você acha?

- 20?

- Não, 22. (hohohohohohohoh, radiante!)

- Mas parece que tem 20.

               Não preciso de mais, rs.



Escrito por Lica Moura às 16h09
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               "Euforia. Tormento. Noites em claro. Dias parados. Sonha acordada na frente do computador. Esquece a bolsa no supermercado. Segue reto onde deveria virar. Fala sozinha em voz alta enquanto caminha. Planeja o que lhe diria ou o que deveria ter-lhe dito. O que dirá a ele num próximo encontro. Corre riscos bobos. Fala bobagens. Ri demais. Fala o que não deve. Revela segredos. Passeia de madrugada. Alguma coisa que ele disse ainda ecoa nos seus ouvidos ... Um perfume desperta inúmeras lembranças. Uma canção a faz chorar. Chora em média cem lágrimas por dia. E dorme mais ou menos umas quatro horas por noite."    A descrição de Raquel, em Nós que não somos como as outras, Lucía Etxebarria. 

Escrito por Lica Moura às 18h17
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               Ah! As garantias! É isso que todo mundo almeja: garantias. O que me garante que se mudar de emprego as coisas serão melhores? O que me garante que a vida de solteira será melhor do que a de casada, ou vice versa? O que me garante que ter um filho me proporcionará um prazer único? O que me garante...

               Sinto lhe dizer, se você é assim como eu, que nada é garantido. Todos os dias são únicos, e nada garante que teremos outros dias. Caminhos existem aos milhares para serem trilhados, alguns de fácil trajeto, outros tortuosos, cheios de obstáculos, porém, muitas vezes levam a paisagens mais bonitas. Quem garante? Não existe caução para a felicidade.     



Escrito por Lica Moura às 22h30
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               As lojas lotadas há duas semanas. As pessoas em polvorosa, como se esse fosse o único dia do ano que deve ser comemorado. Quem não tem namorado entra em depressão, pois sente-se um ser de outro planeta enquanto assiste à TV, afinal, nada naquele momento é direcionado para ela. Quem tem, sente-se na obrigação de estar feliz, comprar lingerie nova, apresentar depilação e unhas tinindo, exalar sensualidade, tudo deve ser perfeito nesse dia. Horas de fila aguardando uma mesa pois você se esqueceu de reservar? Transar em uma cama mal higienizada devido à alta rotatividade do dia? Não, obrigada.

               Alguém me explica o que acontece com as pessoas, por favor. A maioria delas esquece-se da gentiliza cotidiana, da preocupação com o dia frio quando sabe-se que o outro saiu sem agasalho, da surpresinha pretendida ao alugar o filme predileto do parceiro em um final de semana chuvoso, do programa bobinho numa tarde ensolarada de domingo (que é tão agradável), da delícia que é comprar a comida juntos, depois cozinhar, e servir-se no chão da sala, do carinho, do fazer coisas rotineiras sem reclamar ou achar aquilo um saco, mesmo sendo a rotina o arrumar a bagunça, ou o café na padaria da esquin. As pessoas comemoram o dia 12 com toda a imaginação, e deixam o resto do ano minguar. Compram presentes caros, e não se comprometem o resto do ano.

               Se você tem namorado/ marido/ amante/ ficante/ amigo/ pretê, comemore muito hoje, sem sentir-se na obrigação, e não se esqueça de amanhã. Carinho deve ser cultivado todos os dias. As pessoas merecem o melhor de nós, pois é isso que queremos receber.

               Beijos.



Escrito por Lica Moura às 17h58
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Não sei de quem é, só sei que NÃO é Luis Fernando Veríssimo, a quem atribuem.

QUASE




Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez 
é a desilusão de um "quase". 
É o quase que me incomoda, que me entristece, que 
me mata trazendo tudo que poderia ter sido e não foi. 



Quem quase ganhou ainda joga, 
quem quase passou ainda estuda, 
quem quase morreu está vivo, 
quem quase amou não amou. 



Basta pensar nas oportunidades que escaparam pelos dedos, 
nas chances que se perdem por medo, 
nas idéias que nunca sairão do papel 
por essa maldita mania de viver no outono. 



Pergunto-me, às vezes, o que nos leva a escolher uma vida morna; 
ou melhor, não me pergunto, contesto. 
A resposta eu sei de cor, 
está estampada na distância e frieza dos sorrisos, 
na frouxidão dos abraços, 
na indiferença dos "bom dia", quase que sussurrados. 
Sobra covardia e falta coragem até pra ser feliz. 



A paixão queima, o amor enlouquece, o desejo trai. 
Talvez esses fossem bons motivos para decidir 
entre a alegria e a dor, sentir o nada, mas não são. 
Se a virtude estivesse mesmo no meio termo, 
o mar não teria ondas, os dias seriam nublados 
e o arco-íris em tons de cinza. 
O nada não ilumina, não inspira, não aflige, nem acalma, 
apenas amplia o vazio que cada um traz dentro de si. 



Não é que fé mova montanhas, 
nem que todas as estrelas estejam ao alcance, 
para as coisas que não podem ser mudadas 
resta-nos somente paciência, 
porém, preferir a derrota prévia à dúvida da vitória 
é desperdiçar a oportunidade de merecer. 



Pros erros há perdão; pros fracassos, chance; 
pros amores impossíveis, tempo. 
De nada adianta cercar um coração vazio 
ou economizar alma. 
Um romance cujo fim é instantâneo ou indolor não é romance. 
Não deixe que a saudade sufoque, que a rotina acomode, 
que o medo impeça de tentar. 



Desconfie do destino e acredite em você. 
Gaste mais horas realizando que sonhando, 
fazendo que planejando, vivendo que esperando 
porque, embora quem quase morre esteja vivo, 
quem quase vive já morreu!!
  



Escrito por Lica Moura às 20h34
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               Eu estou com paúra de São Paulo, ou melhor, estou com paúra do trânsito de São Paulo. Quarta-feira demorei três horas para chegar em casa percorrendo um percurso de 15 ou 16Km. Hoje demorei duas horas e quinze minutos, mesmo percurso. Estou cansada, muito cansada. Se eu não tivesse medo de dirigir seria mais fácil, aliás, essa era uma das metas de ano novo que eu deixei de lado: perder o medo de dirigir. Sinto-me uma idiota. Como alguém pode ter medo de dirigir quando precisa tanto? Já usei várias desculpas, mas elas não enganam nem mais a mim. Eu sou é bunda-mole mesmo. Não, o medo não é por o trânsito ser violento, por os motoqueiros serem literalmente cachorros LOUCOS, por eu ter sofrido algum acidente ou trauma. Não adianta usar de subterfúgios para não usar o carro. Não fica mais barato ir trabalhar de ônibus, o trânsito não é o mesmo, não consigo ler nada mais complexo, não há nenhum benefício. Também não adianta eu tentar acreditar que por fazer algumas coisas muito bem, posso fazer outras mal, ou simplesmente não fazer. Fala minha consciência: "Não Lica, não é assim. Quanto mais coisas você fizer bem, melhor, e sempre terão milhaaaaaares de outras coisa para serem feitas". Parar de reclamar e agir, é isso que eu preciso.

Escrito por Lica Moura às 19h54
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By Millôr.



Escrito por Lica Moura às 21h56
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Na falta de longas interessantes, vou de curtas...

- Minha aula de dança foi ótima. Depois de acordar com uma chuva torrencial e perceber que a cabeça ainda estava doendo, só mesmo a dança me tiraria de casa. Minha aula foi MA-RA-VI-LHO-SA. A Mariza ensina muito bem, nós montamos uma coreografia que ficou linda, e meu sábado ficou ótimo depois disso. Não há desânimo que persista a duas horas de dedicação ao que se gosta de fazer. Sempre saio me achando linda, poderosa, dona da situação, sensual...

                - O frio está acabando comigo. Depois de várias crises de dor de cabeça e remédios aplicados diretamente na veia, foi constatada através de tomo, uma sinusite das bravas. Vias aéreas completamente congestionadas. Antibiótico por 10 dias. Vocês não tem noção do tamanho dos comprimidos, são gigantes, um horror. O bom é que já estou bem melhor, isso significa basicamente que já começo a esquecer de tomá-los no horário.

                - Sabe o que eu descobri pelo orkut? Que meu irmão está noivo. Pode? Isso é o fim. Você entra na página da namorada dele, a quem você não foi nem apresentada, e vê uma foto dos dois, mãozinhas dadas, mostrando a aliança. Parece ciúme, mas não é. Estou é pasma com as relações. Ninguém mais liga pra ninguém, apenas deixa scraps. As relações estão tão frias e distantes que dá até medo.

                - Marido com gripe. Acho muito engraçado como ele fica manhoso (tomara que já esteja são quando ler isso), e não posso rir. Ele fala TODOS os sintomas umas cinco vezes, como se eu não soubesse como é o mal estar, mede a temperatura o tempo todo e acha que está fervendo quando está gelado, acha um absurdo estar apenas com 37,5, pois a sensação é de febre alta. Eu passo o tempo todo contornando e falando que tudo é normal, mas não adianta. Hoje nem fomos ao aniversário do Rodrigo (adoro festa de criança), pois ele estava se sentindo mal e eu não quis deixá-lo sozinho.

                - Estudando. Estudando. Estudando. Isso quando não durmo com a apostila nas mãos. Preciso de método. Não, não adianta sentar na cama com meu cobertor tudo-de-bom, com a roupa mais confortável, encostada no travesseiro super fofo e cheiroso, num dia frio e chuvoso, pois assim, eu durmo mesmo sem sono. As condições propiciam. Preciso de método, de lugar apropriado e de disciplina. Aliás, lugar apropriado eu tenho, falta é usar o lugar como deveria.

                - Você acha que São Bernardo adora o inverno, né? O meu não. Hoje ele estava fazendo um super escândalo para mim, enquanto eu lavava o quintal, quando eu abri o portão para que ele tivesse acesso a tudo (atendendo a seus ganidos), ele correu pra ficar no último pedacinho de sol que tinha. Morri de dó. Ele ganhou um colchãozinho do Tó, e está fazendo a maior festa com o troço (não, ele não destrói). Fica tão quentinho que ele passa o dia todo lá. Um fofo, meu cachorro é um fofo. O Tó tirou fotos nossas, quando baixar eu posto.

                - Com esse frio, com meu apetite, com meus programas com o Toninho (ultimamente só saímos para comer), com a minha (falta de) disciplina para me exercitar, estou virando a dona redonda. Preciso tomar atitudes drásticas (hohoho). Estou pensando em voltar a me exercitar no Centro, na ACM, onde eu ia antes de operar o pé, assim, mato 02 coelhos de uma vez, faço atividades e fujo do trânsito. Essa semana vou lá, vejo o que mudaram na programação, conheço novos professores, e tento me animar. Coragem Lica, coragem!

             Beijos.



Escrito por Lica Moura às 21h37
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BRASIL, Sudeste, Mulher, de 26 a 35 anos, Música, Livros, Sexo... Não necessariamente, nesta odem.
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