A Elza, do blog do Beagle me passou a Meme das Peculiaridades: escrever sobre 6 peculiaridades a meu respeito. Vamos lá:
- Sempre, sempre, sempre levanto com o pé direito, mesmo que tenha que me virar toda na cama. E o pior é que o hábito começou com uma brincadeira interna há uns anos e agora já está arraigado.
- Escuto a mesma música repetidas vezes. E de novo, de novo, de novo, de novo, de novo, de novo, de novo... sem me cansar.
- Tenho o MEU lado na mesa da cozinha aqui em casa. Gosto da posição onde vejo todas as portas e a janela. Se vier aqui em casa já sabe, tá?
- Eu sei se gosto ou não de uma comida pelo nome. Por exemplo, nunca comi, mas sei que detesto buchada, dobradinha, rabada, joelho de porco, língua, caldo de mocotó, sarapatel e por aí vai.
- Tenho mania de sapato vermelho. Tênis, sapatilhaS, sandáliaS, sabrina... Desde criança.
- Leio qualquer livro em 02 etapas: primeiro leio muito rápido, pulando folhas, descobrindo a história toda e principalmente o final. Depois que já sei o final, acaba-se a ansiedade, então, volto e leio desde o começo, desfrutando cada palavra, sorvendo cada pensamento do autor. Maluquices.
Beijos.
Escrito por Lica Moura às 22h00
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Então, não fomos viajar. Muito provavelmente já falei em algum post anterior sobre minha aversão a viagens em feriados prolongados. Não aguento o trânsito e os lugares cheios. Carnaval então, vixi! Não aguento a bebedeira e efusão das pessoas. Não que eu seja santa certinha, pois também bebo e sou eufórica em muitas ocasiões, mas no Carnaval as pessoas ultrapassam limites. Quando criança e adolescente passei carnavais em Salvador. Três vezes, para ser bem exata. Conseguíamos brincar bastante, nos blocos e fora deles. Andávamos entre as pessoas sem preocupação. Tinha um bar que era ponto de encontro da família, pois éramos vários, saindo em vários blocos diferentes, durante todos os dias, e não lembro de dificuldades para chegar até ele ou nele permanecer para descansar. Era gostoso. Em minha última visita (no ano 2000), eu e o Sr. Meu Marido, que à época era o Sr. Meu Namorado, fomos tentar brincar um Grito de Carnaval. Como não tínhamos previsto estes dias em Salvador, não tínhamos o famoso - e caro - Abadá. Tá bom então, vamos na pipoca. Perigoso? Não, só meio apertadinho. Dá pra brincar? Claro! E lá fomos. Meus primos já tinham avisado que "a onda desse ano é beijar na boca", mas não imaginava a dimensão da coisa. Foi impossível relaxar. Toda turma masculina que passava vinha pra cima. UM HORROR! Uma hora no máximo foi o que suportamos até encontrar uma rua por onde pudéssemos escapar. Fiquei com medo de ser assaltada, de ser beijada contra minha vontade, do Sr. Meu Marido tentar me defender e ser agredido, de ser acertada por um jato de urina... Não consegui relaxar um instante. E olha que nem de axé e seus derivados pra aguentar isso.
Talvez quando criança os perigos e dificuldades fossem os mesmos, porém eu estivesse alheia a eles já que minha única tarefa era me divertir. Que os outros cuidassem de mim, oras! Talvez quando adolescente a onda já fosse beijar na boca e eu não tenha percebido, já que tinha meu ficante e não estava preocupada com ele, nem com os outros quando ele não estava por perto. Com certeza já ocorriam assaltos, mas inconsequente que era andava com a bolsinha à tiracolo sem a menos preocupação (acho que não tenho cara de quem tem dinheiro). Talvez já fosse tudo igual. A única coisa que sei é que nunca mais volto àquela cidade nesta época do ano.
Agora tchau que vou ler meu livrinho.
Escrito por Lica Moura às 11h58
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