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Não escrevo pque preciso acalmar a mente, o coração e o corpo, que anda sofrendo dores, muitas dores - tensão. Porque está tudo muito complicado e dolorido, porque não consigo desopilar, porque não consigo chorar e assim, destravar o nó na garganta. Não escrevo porque em meu processo de auto descoberta descobri que sou um zero à esquerda no quesito comunicação. Falo muito, muito mal, aliás, não falo e, falta de diálogo é o começo do fim. Não escrevo porque está tudo mudando e eu estou com medo, apesar de ser eu a catalisadora de mudanças. Porque não quero tomar os remédios de que gosto tanto, mas não me fazem bem, tiram-me do mundo real. Porque sou lida e julgada. Porque sou interpretada mesmo quando não escrevo exatamente de mim. Porque queria começar a correr agora e só parar na Patagônia, ou no Atacama, mas sei que isso seria fugir e eu não quero. Não escrevo porque estou me sentindo desinteressante. E triste.
E dar essa justificativa me ajudou a pelo menos soltar as lágrimas. Bjs.
Escrito por Lica Moura às 20h44
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A todos...
Martha Medeiros
a todos trato muito bem sou cordial, educada, quase sensata mas nada me dá mais prazer do que ser persona non grata expulsa do paraíso uma mulher sem juízo, que não se comove com nada cruel e refinada que não merece ir pro céu, uma vilã de novela mas bela, e até mesmo culta estranha, com tantos amigos e amada, bem vestida e respeitada aqui entre nós melhor que ser boazinha e não poder ser imitada
Escrito por Lica Moura às 18h26
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Meu Deus, me dê a coragem
Clarice Lispector
Meu Deus, me dê a coragem de viver trezentos e sessenta e cinco dias e noites, todos vazios de Tua presença. Me dê a coragem de considerar esse vazio como uma plenitude. Faça com que eu seja a Tua amante humilde, entrelaçada a Ti em êxtase. Faça com que eu possa falar com este vazio tremendo e receber como resposta o amor materno que nutre e embala. Faça com que eu tenha a coragem de Te amar, sem odiar as Tuas ofensas à minha alma e ao meu corpo. Faça com que a solidão não me destrua. Faça com que minha solidão me sirva de companhia. Faça com que eu tenha a coragem de me enfrentar. Faça com que eu saiba ficar com o nada e mesmo assim me sentir como se estivesse plena de tudo. Receba em teus braços o meu pecado de pensar.
Escrito por Lica Moura às 19h35
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A D O R O fazer aniversário! Adoro meus amigos comparecendo. Adoro abraçar e abraçar e abraçar. Adoro saber que estou melhor do que há anos atrás. A D O R O !!!
Escrito por Lica Moura às 13h01
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Plena. Exatamente assim que estou me sentindo. Sem nenhuma interferência externa, até o ponto em que isso é possível, eu sinto-me plena. Eu necessito de doses iguais de segurança e de insegurança para me sentir viva e pulsando. E no momento, todos meus poros estão vibrando. Delícia.
Escrito por Lica Moura às 23h48
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Meu instinto de preservação é um absurdo. Quando escutei as palavras “fogo” e “coisas caindo do prédio” eu só consegui pegar a bolsa, que estava à mão, e sumir. Não pensei em ninguém, aliás, nem mesmo em mim. Uma advogada chorava compulsivamente na escada, entre o sétimo e sexto andares, eu lhe segurei as mãos e descemos, ela não tinha medo do fogo, mas da multidão que descia. Não lembrei de meus colegas de trabalho – saber se eles estavam descendo ou não – dos Juízes e meninas da sala, que ainda não haviam sido avisadas, da oficial bobamente de plantão, de nada.
Quando saí ainda saía fogo pela janela, mas os bombeiros já estavam todos a postos. Nenhum ferido, pelo que diz a UOL.
Quem conhece aquele prédio sabe o perigo proporcionado por uma mínima faísca: ligações elétricas antigas e mal feitas, abarrotado de material altamente combustível, muita gente pra evacuar, escadas com degraus irregulares, no mínimo. Agora o prédio será periciado, mas duvido que qualquer providência seja tomada, afinal, os desembargadores ganham prédios novos, que desprezam, preferindo pagar aluguel em outro lugar. Nós, reles mortais, que fiquemos com os restos. Aliás, vocês sabiam que existe a rota de fuga dos Juízes? Escadas disfarçadas no corredor das salas de audiência. Os deuses precisam ser preservados.
Esta não é a primeira vez que me sinto ameaçada. Em 2001, quando vários prédios da justiça sofreram ataques de bombas, o setor no qual trabalhava foi presenteado com uma delas. Deixada no banheiro masculino – que ficava a 10 metros de onde eu estava - dentro de uma mochila gigante e, acompanhada de 02 garrafas Pets cheias de gasolina, ela soltava muita fumaça e cheirava a enxofre. Nada foi feito, nem mesmo maior fiscalização nas mochilas e malas que entravam e saíam do prédio.
Amanhã o assunto será lembrado entre risadas. Piadas serão feitas sobre processos chatos que poderiam ter alimentado a fogueira, sobre a pressa e calma das pessoas, sobre a brigada de incêndio e outras milhares de coisas, pois se tem uma coisa que brasileiro faz bem é uma piada em hora imprópria. E eu penso: a justiça já é lenta; não temos infra-estrutura adequada; faltam-nos coisas básicas como canetas, por exemplo; e agora ainda temos a insegurança. Que vergonha meu Deus, que vergonha.
Escrito por Lica Moura às 22h14
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Reenergizada! Esta é a palavra após um final de semana muito bom. O contato com a natureza tem o poder de me transformar, sempre para melhor e, a lua cheia deste feriado foi como um choque: ligou-me a um primeiro momento para logo a seguir acalmar-me. Claro que ela sozinha não teria tanto poder - ou teria? – o que houve foi a junção da lua perfeita, amigos, vinho e um mirante. Estou leve e feliz como há tempos não me sentia.
Outra coisa. Hoje eu passei o dia todo escutando Zeca Baleiro. Lado Z e Mandando Bala, meus cds novos. Show de bola. O Mandando Bala não é cantado por ele e sim por Rossana Decelso (voz maravilhosa), porém, todas as músicas são dele, que eu considero um poeta. E chegaram minhas camisetas com frases das músicas do Zequinha: “ O maior desejo da boca é o beijo”; “Dias passam como nuvens, em brancas nuvens eu não vou passar” e “Pra onde vão palavras, versos ao vento vão”. Meus presentes de aniversário de mim para mim. (Dia 05 Bárbara, esta é o dia). Como continuar triste depois de descobrir que ele compôs uma música em homenagem à ariana aqui? Veja se não é verdade: Canção de Nero “Se você tem medo do fogo / Saia já de perto de mim / Eu sou uma brasa mora / Moro nessa casa agora / Chama dentro fogueira fora / Não se deixe enamorar / Vá embora / Você vai ver só / Você vai ver só / Só você vai ver.” Lindo, lindo, lindo. Ai, ai. Acho que vou até escutar de novo agora. Uma de minhas manias.
Até logo.
Escrito por Lica Moura às 00h00
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C A R A L H O !!!! Estou relendo meu blog. Vai ter erro de português assim na casa do chapéu! Que vergonha! E vocês leram tudo aquilo lá! Afe! Não vou arrumar não, se fosse um ou outro tudo bem, mas são muitos. Afe! Inconformada comigo.
Escrito por Lica Moura às 22h15
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NÓS, QUE NÃO SOMOS COMO AS OUTRAS - LÚCIA ETXEBARRIA
"Algumas vezes, no entanto, era doloroso pensar em si mesmo, e via-se como um estranho. No começo levava as coisas confortavelmente, mesmo que no fundo sentisse uma inquietude, muito sutil no início, que foi crescendo lentamente até transformar-se em um sentimento de aversão pela pessoa em que se estava convertendo. Provavelmente, naqueles momentos de crise, Jaime renegava a si mesmo mais do que merecia, mas não tinha outro remédio senão fazê-lo, já que sua própria existência convertera-se em ameaça para um Jaime que ninguém conhecia, para outra vida latente a que nunca disse adeus. Vida guardada em seu interior, na terra escura e negra do que não se diz; e que, como uma semente, começou a germinar dentro dele."
Eu estou em crise. De repente eu vejo que: estou andando na contra-mão de meus sonhos; apesar de ser várias, como todo ser humano, a Elisangela que fala mais alto ultimamente não é a que mais me agrada; estou fazendo nada, ou quase nada para alterar a situação. Meu inferno astral ocorre, este ano, na alma.
Escrito por Lica Moura às 21h52
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Com os dois pés bem fincados no inferno astral. Só sei que nada sei, este é o lema. Sou pura dúvida. Meu humor anda em uma montanha russa, o que atormenta até a mim. Recado para você: eu choro por nada (ou não) e, a única coisa que quero é ficar quieta, calada. Fechada para balanço.
Escrito por Lica Moura às 21h23
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A Elza, do blog do Beagle me passou a Meme das Peculiaridades: escrever sobre 6 peculiaridades a meu respeito. Vamos lá:
- Sempre, sempre, sempre levanto com o pé direito, mesmo que tenha que me virar toda na cama. E o pior é que o hábito começou com uma brincadeira interna há uns anos e agora já está arraigado.
- Escuto a mesma música repetidas vezes. E de novo, de novo, de novo, de novo, de novo, de novo, de novo... sem me cansar.
- Tenho o MEU lado na mesa da cozinha aqui em casa. Gosto da posição onde vejo todas as portas e a janela. Se vier aqui em casa já sabe, tá?
- Eu sei se gosto ou não de uma comida pelo nome. Por exemplo, nunca comi, mas sei que detesto buchada, dobradinha, rabada, joelho de porco, língua, caldo de mocotó, sarapatel e por aí vai.
- Tenho mania de sapato vermelho. Tênis, sapatilhaS, sandáliaS, sabrina... Desde criança.
- Leio qualquer livro em 02 etapas: primeiro leio muito rápido, pulando folhas, descobrindo a história toda e principalmente o final. Depois que já sei o final, acaba-se a ansiedade, então, volto e leio desde o começo, desfrutando cada palavra, sorvendo cada pensamento do autor. Maluquices.
Beijos.
Escrito por Lica Moura às 22h00
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Então, não fomos viajar. Muito provavelmente já falei em algum post anterior sobre minha aversão a viagens em feriados prolongados. Não aguento o trânsito e os lugares cheios. Carnaval então, vixi! Não aguento a bebedeira e efusão das pessoas. Não que eu seja santa certinha, pois também bebo e sou eufórica em muitas ocasiões, mas no Carnaval as pessoas ultrapassam limites. Quando criança e adolescente passei carnavais em Salvador. Três vezes, para ser bem exata. Conseguíamos brincar bastante, nos blocos e fora deles. Andávamos entre as pessoas sem preocupação. Tinha um bar que era ponto de encontro da família, pois éramos vários, saindo em vários blocos diferentes, durante todos os dias, e não lembro de dificuldades para chegar até ele ou nele permanecer para descansar. Era gostoso. Em minha última visita (no ano 2000), eu e o Sr. Meu Marido, que à época era o Sr. Meu Namorado, fomos tentar brincar um Grito de Carnaval. Como não tínhamos previsto estes dias em Salvador, não tínhamos o famoso - e caro - Abadá. Tá bom então, vamos na pipoca. Perigoso? Não, só meio apertadinho. Dá pra brincar? Claro! E lá fomos. Meus primos já tinham avisado que "a onda desse ano é beijar na boca", mas não imaginava a dimensão da coisa. Foi impossível relaxar. Toda turma masculina que passava vinha pra cima. UM HORROR! Uma hora no máximo foi o que suportamos até encontrar uma rua por onde pudéssemos escapar. Fiquei com medo de ser assaltada, de ser beijada contra minha vontade, do Sr. Meu Marido tentar me defender e ser agredido, de ser acertada por um jato de urina... Não consegui relaxar um instante. E olha que nem de axé e seus derivados pra aguentar isso.
Talvez quando criança os perigos e dificuldades fossem os mesmos, porém eu estivesse alheia a eles já que minha única tarefa era me divertir. Que os outros cuidassem de mim, oras! Talvez quando adolescente a onda já fosse beijar na boca e eu não tenha percebido, já que tinha meu ficante e não estava preocupada com ele, nem com os outros quando ele não estava por perto. Com certeza já ocorriam assaltos, mas inconsequente que era andava com a bolsinha à tiracolo sem a menos preocupação (acho que não tenho cara de quem tem dinheiro). Talvez já fosse tudo igual. A única coisa que sei é que nunca mais volto àquela cidade nesta época do ano.
Agora tchau que vou ler meu livrinho.
Escrito por Lica Moura às 11h58
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Dias difíceis. Muito. Talvez os piores 15 dias de minha vida. Não escrevi o e-mail para a Elza, nem Bárbara, nem Marley. Triste. Hérnia Diafragmática Fetal. É este o nome da "doença" do meu bebê, que não resistiu. E nem escrever eu consigo, pois as lágrimas ainda embaçam os olhos.
Escrito por Lica Moura às 20h28
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Último dia do ano. Não vou dizer que estava sem tempo para comparecer aqui pois seria uma mentira deslavada. Posso dizer que não tinha cabeça. Uma coisa muito nova se passa comigo, o que me deixou, no mínimo, obcecada: 12 semanas. É esse o tempo do serzinho que vive dentro de mim. Ou quase isso. Sim, amigos, serei mamãe em 2008 - o que me dispensa de fazer qualquer plano, promessa, reflexão ou sei lá o quê de ano novo. Há vida em minha barriga, há muito mais vida em minha casa, há uma explosão em meu coração. Estou muito feliz, muito, muito, muito.
Escrito por Lica Moura às 12h11
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Cupim. Este é o nome da praga que infestou meu guarda-roupa. A primavera, juntamente com flores, nos presenteia com siriris que, após a fase alada viram estas pragas nojentas. Eles comeram minha colcha de croché L I N D A. Comeram também outros artesanatos, mas como o Sr. Meu Marido jogou fora antes que eu visse não faço a menor idéia do que eram. Graças a Deus eles atacaram apenas o móvel fora pois se tivessem atacado todo o closet eu provavelmente estaria chorando. Agora eu tenho uma cama cheia de roupas (que precisam ser lavadas), um guarda-roupa cheirando a descupunizador, esperando uma faxina que eu tenho medo de fazer (já pensou se encontro aquelas larvas nojentas?) e uma cama montada aqui no escritório, longe do cheiro do remédio. Em suma, minha casa está um banzé. Coragem Lica! Coragem!
Fora as pragas, minha vida está ótima. Estou muito, muito, muito, muito feliz com acontecimentos recentes (que ainda não vou contar). Mas se eu pudesse resumir o que se passa em meu coração com algumas palavras, seriam elas: felicidade, paz, amor e realização. É. A vida é uma coisa de louco. MA-RA-VI-LHO-SA!!!!
Escrito por Lica Moura às 22h07
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